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  • Annelise Castelli

Vamos falar de Midjourney? Um olhar sobre a plataforma de IA que está balançando o mundo criativo.


midjouney robô pintando um quadro

Em meio a todas as discussões (mais que pertinentes) sobre os impactos da Inteligência Artificial sobre nossas vidas (entre eles o possível fim de algumas profissões ditas criativas e as questões de direito autoral), queria fazer uma pausa e expandir o nosso olhar para algo um pouco mais positivo. E falar do Midjourney.


Midjourney não é sobre Arte é sobre Imaginação. E a Imaginação às vezes é usada para a Arte, outras vezes não. (David Holz, founder/ CEO Midjourney)


GAME CHANGER


Em primeiro lugar, acredito que estamos falando de um momento de ruptura sim, um game changer. Mas a despeito disso, lembro que foi assim quando surgiu a fotografia e mais tarde o cinema. Ou quando começamos a samplear (usar trechos de músicas já existentes para compor outras, lá no fim dos anos 70). Ou com menos fervor, quando começamos a usar o Photoshop, ou mais recentemente o Canva. E mais ainda, quando começamos a definir melhor o que é Arte Digital.


Em todos esses momentos houve questionamentos sobre o processo criativo. No caso da fotografia, sabemos que ela abriu as portas para as chamadas vanguardas artísticas que surgiram no início do século XX. Mas a galera na época ficou com receio de que a Arte, tal como havia sido até então, desaparecesse.


Pois é. O tempo passa, a sociedade muda e acredito que até evolui.


Vejo que tecnologias como a do Midjourney (uma plataforma de AI que gera imagem por meio de texto) podem ser ferramentas importantes para uma nova era do que chamamos de “criação”. Possivelmente vamos ter que rever o conceito de autoria e de propriedade intelectual. Talvez tudo se torne mais fluído, colaborativo, compartilhável. Não sei.


Queria lembrar que a ideia de Releitura (a essência de tudo que falamos até aqui) está no âmago da sociedade contemporânea, não tem jeito. E parece que cada vez mais, esse conceito se intensifica.



MIDJOURNEY

Midjourney é um laboratório de pesquisa independente que explora novos meios de pensamento e expande os poderes imaginativos da espécie humana. (Midjourney.com)

Eles contam com milhões de usuários, uma legião que cresce exponencialmente (entre leigos e profissionais).


Como todo game changer, não tem freio. Talvez tenha ajuste.


Pois não há mais dúvidas da sua capacidade de gerar possibilidades conceituais, testes criativos, insigths potentes e rápidos. E mais que tudo, responder de forma muito original à pergunta: "como isso poderia ser"?


Não tem problema se as ideias não passem nem perto da viabilidade de execução. Pois o lance aqui é imaginar e conceituar. Pois vamos combinar... estamos falando de:


Uma combinação inusitada entre passado, presente e futuro. Entre o real, o irreal, o surreal e o possivelmente real. Entre o provável e o improvável. Entre o utópico e o distópico.


EXPERIMENTAÇÕES DA GALERA


E por fim, nessas minhas andanças vendo o que a galera vem fazendo, especialmente no Midjourney, duas coisas me chamam a atenção.


A primeira delas é como alguns criadores estão focando o seu olhar sobre as marcas, diversas delas (me parece que a Nike é a preferida). De Kartell a Lindt, de Barilla a Luis Vuitton. O que pode parecer experimentação e brincadeira, talvez revele um olhar aguçado das novas gerações sobre o futuro dessas marcas. E a segunda é que as experimentações, em especial da geração Z, são pistas interessantíssimas para compreender a sua visão de mundo, novos comportamentos, gostos e anseios. Vale ficar atento.


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shael edifício de plumas feito em midjourney

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